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Brasil x Argentina, Copa Roca 1960

Sábado é dia de Brasil x Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da África do Sul. Tempo de reviver grandes clássicos disputados pelas duas seleções. Hoje vamos mergulhar numa partida disputada em vinte e nove de Maio de 1960! O Brasil foi campeão em pleno estádio Monumental de Nuñez, da Copa Roca, torneio em que Argentina e Brasil mediam forças e levava o nome do presidente argentino, General Julio Roca, idealizador da competição. A Argentina tinha vencido o primeiro jogo por 4 a 2 e o Brasil, sem Pelé, que estava na Europa disputando amistosos pelo Santos, precisava vencer de qualquer jeito.
Delém, o substituto do Rei, fez dois gols, provocando a prorrogação. Inédito tempo extra que vocês terão o prazer de assistir agora, quase cinqüenta anos depois, através das lentes mágicas do CANAL 100.

Daqui a 30 dias, Brasil x Argentina se enfrentam pelas eliminatórias

Dia 5 de Setembro a maior rivalidade do futebol entra em campo mais uma vez. A partir de hoje, o Canal 100 mostra alguns desses confrontos históricos. Hoje mostraremos cenas de um amistoso que aconteceu em 8 de Março de 1970 e que levou 99.693 pagantes ao Maracanã. Quatro dias antes a Argentina vencera a seleção canarinho, em Porto Alegre, por 2 a 0 (Jogo que mostraremos em breve). Vencer parecia dever cívico. O Brasil saiu na frente com um gol do futuro Furacão Jairzinho, após rebote de cobrança de falta do ponta Edu. O habilidoso meia Brindisi, no entanto, venceu no segundo tempo Leão, jovem goleiro de apenas 20 anos, igualando o placar. Chegava a vez de outro arqueiro brilhar. Augustin Cejas, que na mesma década defenderia Santos e Grêmio, passou a pegar até pensamento. Até que, a sete minutos do fim, o gênio de Pelé se fez presente. Da meia-lua o Rei arriscou um leve toque de esquerda que encobriu um adiantado Cejas, raspou o travessão e ecoou o mais esperado som das redes, para felicidade geral do estádio.
Foi o último jogo oficial de João Saldanha como técnico do escrete. O Canal 100 vinha acompanhando toda a trajetória dele na Seleção para realizar o longa “As Feras do João”. Projeto que se transformou no “Brasil Bom de Bola”, sobre a conquista do Tri, filme lançado no ano seguinte à Copa do México e até hoje inédito na TV e em DVD.

Brasil 4×1 Itália, a conquista definitiva da taça Jules Rimet

Amanhã dia 21 de Junho, o Brasil enfrenta a Itália pela Copa das Confederações, tudo armado para lembrar a final que ocorreu há exatos 39 anos no Estádio Asteca na cidade do México. Nessa Copa tinham três seleções que poderiam levar a taça para casa; Uruguai, Itália e Brasil. O Uruguai foi derrotado nas semi-finais. Brasil x Itália decidiam não só a Copa mas o tri-campeonato mundial e quem ganhasse levava a mais cobiçada taça da história do futebol, merecidamente quem levou, foi a melhor seleção de todos os tempos: Félix, Carlos Alberto, Piazza, Brito e Everaldo; Clodoaldo e Gerson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivelino. Da fase eliminatória até a final foram 12 jogos e 42 gols marcados, média de 3,5 gols por jogo. Hoje que esse negócio de estatística tá na moda é bom lembrar para refrescar a memória. Pelé abriu o marcador logo no início, a Itália empatou ainda no primeiro tempo em falha da defesa. No segundo tempo, Gerson fez 2×1, Jairzinho 3×1 e Carlos Alberto fechou o placar. O grande nome da partida foi Gerson, canhota de ouro, que com a visão de jogo que só o craque possui, deu passes inimagináveis no futebol atual, e fez um golaço de fora da área.

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Gerson marca gol e dá passe para Jairzinho fazer o dele

39 Anos do melhor futebol de todos os tempos(3)

O Brasil esperou vinte anos para ir a forra da final de 50. No dia 17 de junho de 1970, pelas semi finais da Copa do México, aproveitou a chance. O Uruguai que bateu a União Soviética nas quartas, abriu o marcador em mais uma falha de Félix, Clodoaldo empatou no final do 1º tempo abrindo caminho para mais uma vitória. No segundo tempo, Rivelino solta uma bomba e faz 2×1, e Jairzinho artilheiro da copa, fecha o placar. Mas quem deu show nesse jogo foi o Rei. Num passe de Tostão da intermediária ele dribla espetacularmente Mazurkiewsky, o melhor goleiro da copa, e a bola não entra por pouco. Em outra jogada de gênio, ele corre pela lateral com um uruguaio em seu encalço e desfere uma cutuvelada que ninguém vê só a câmera do Canal 100. O juiz deu falta a favor do Brasil.

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Pelé acerta uruguaio

39 anos do melhor futebol de todos os tempos (2)

A Copa de 70 também foi palco de outra grande seleção, a do Peru do técnico Didi, o inventor da Folha Seca. Essa foi a melhor apresentação do Peru em Copas do Mundo. Durante as eliminatórias despachou a Argentina e veio jogar amistoso no Maracanã, chegou a estar vencendo por 2×0, dois frangos de Félix, quando Gerson entrou para quebrar a perna do peruano e o pau comeu, o jogo acabou 3×2 para o Brasil. No México, na primeira fase da Copa estreou contra a Bulgária e venceu de virada, 3×2. No dia 14 de Junho de 1970, pelas quartas de finais enfrentou a melhor seleção da copa e perdeu, Brasil 4×2. Mas Didi, com seu estilo “Príncipe Etíope” mostrou todo o conhecimento de futebol, montou um time ofensivo que jogou de igual para igual contra a melhor seleção de todos os tempos.  Veja aqui a mais bela cena da partida, Jairzinho arranca, dá a Pelé que cruza para Tostão era o 3º gol do Brasil!

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Didi assistindo o jogo

A despedida de Gylmar

Quinta feira, 12 de Junho de 1969, o goleiro bi-campeão do mundo Gylmar dos Santos Neves se despedia da seleção em amistoso contra a Inglaterra num Maracanã abarrotado de gente. Gylmar foi goleiro numa época diferente de hoje, em que os goleiros são as grandes estrelas; Julio Cesar, Bruno, Rogério Ceni, etc. Santos e Seleção eram times que o ataque não dava chance para goleiro virar celebridade. Na época dele os melhores eram: Yashin (Russia), Mazurkievsky (Uruguai), Banks (Inglaterra) enfim, goleiros que brilhavam contra o sempre poderoso ataque brasileiro. Gylmar foi titular absoluto nas duas copas 58 e 62, jogou 100 vezes pela seleção e na centésima fez sua despedida, entrou mudo e saiu calado…

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Crônica de Nelson Rodrigues sobre a partida: À SOMBRA DOS CRIOULÕES EM FLOR

“Se vocês querem conhecer um povo, examinem o seu comportamento na vitória e na derrota. Há poucos dias, o Brasil derrotou a Inglaterra no Estádio Mario Filho. Conviria comparar os dois comportamentos: o do Brasil vencedor e o da Inglaterra vencida…A Inglaterra é campeã do mundo e perdeu. Bastaram dois minutos do verdadeiro futebol brasileiro. Em 120 segundos, liquidamos o inimigo. Vejam vocês: - A Inglaterra fazia pose de melhor futebol do mundo. Os nossos jornais ou afirmavam ou, na pior das hipóteses, imaginavam que o futebol inglês era sim, o melhor do mundo. Por um funesto lapso, o brasileiro já nao se lembrava de que somos os bicampeões… Dirão vocês que, nas arquibancadas e gerais, o povo quis ajudar o escrete. O diabo é que o povo vaia sem querer, vaia automáticamente. Sim, o povo morreria de tédio e frustração se não pudesse vair qualquer coisa, inclusive o minuto de silêncio…Mas eu falo dos que, nas perpétuas, tribunas, cativas, torciam com o mais límpido, translúcido despudor, pelo inimigo. Falei com vários e os sujeitos estrebucharam de devoção: - Como jogam! como jogam!. Meu Deus é um futebolzinho bem aplicado e laborioso o dos ingleses, de uma disciplina tática feroz e uma base física medonha. SÓ…Terminou o primeiro tempo com o marcador de 1×0 para Inglaterra… A maioria dos locutores, principalmente os paulistas, continuava exigir a retirada de Tostão. E, no momento em que mais se exasperavam contra o maravilhoso jogador , Tostão é derrubado, deita-se na grama e faz o gol! Foi um assombro. Em pé, Tostão já é pequeno, pequeno e cabeçudo como um anão de Velazques. Imaginem agora deitado. Os ingleses ficaram indignados e explico: - um gol como o de Tostão desafia toda uma complexa e astuta experiência imperial! Um minuto depois, Tostão dá tres ou quatro cortes luminosíssimos e entrega a Jairzinho. Este põe lá dentro. Naquele momento ruía toda a pose inglesa. Era a vitória e pergunto: - como reagimos diante da vitória? Claro que o homem da arquibancada subiu pelas paredes como uma lagartixa profissional!. Mas pergunto: - e os outros? A imprensa, o que fez a imprensa? E o rádio? E a Tv? Deviam estar virando cambalhotas elásticas, acrobáticas. A Inglaterra pode não ter futebol, mas tem o título. É campeã do mundo. Portanto, vencemos o título. O grandes jornais não concederam ao feito brasileiro uma manchete de primeira página…Em São Paulo as Folhas acharam os ingleses “os melhores”. No Rio a mesma coisa. No subdesenvolvido, a imparcialidade não é uma posição crítica, mas uma sofisticação insuportável. Fingindo-se de justa, quase toda a crônica falada e escrita falsificou o jogo, isto é, descreveu um jogo que não houve.

Vejam agora o comportamento dos ingleses. Ninguém faz um impeério sem um implacável cinismo. E os nossos adversários portaram-se com um admirável descaro. A Inglaterra foi um Bonsucesso. Dirão que estou fazendo um exagero caricatural. Mas, se o Bonsucesso tivesse assassinado a pauladas Maria Stuart, se jogasse a sombra de lord Nelson, lady Hamilton e Dunquerque, e se morasse no palácio de Buckingham -  o Bonsucesso faria mais que os ingleses. Batidos em dois minutos, submetidos a um olé inédito e ignominioso, faltou aos nossos adversários a nobilíssima humildade da autocrítica. O técnico e os jogadores trataram a derrota como se vitória fosse; esvaziaram a humilhação de todo o dramatismo. Os brasileiros não são de nada. Tostão fez aquele gol espantoso. Deitado, enfiou a bola nas redes. Diante de tamanho feito os ingleses deviam admitir de vista baixa:- ” Aprendemos mais esta”. Nada disso e pelo contrário: acharam absurdo, indesculpável, que um jogador deitado fizesse um gol.

Com um cinismo de grande povo, o inglês inverte magicamente tudo em seu favor. Ao passo que o brasileiro, subdesenvolvido, inverte tudo em seu prejuízo…

Felizmente houve o “OLÉ! OLÉ! OLÉ!”. Saldanha mandava parar. Não queria que o inimigo crescesse na humilhação. Mas a loucura instalara-se no Estádio Mario Filho. Eram 80, 100 mil pessoas ébrias gritando olé. E súbito, da crudelíssima exibição, Gerson estica uma bola comprida para Pelé. O crioulão dispara e quase, quase entra com bola e tudo. Depois do jogo, a multidão saiu em plena embriaguez. Muitos dias já se passaram. E ainda sentimos a ressaca trinufal do olé.Gols de Brasil 2×1 Inglaterra

Brasil x Paraguai 1969, recorde de público no Maracanã.

Hoje tem Brasil x Paraguai no Arruda. Aproveitamos para lembrar outro jogo entre as 2 seleções. Há 40 anos atrás, recorde de público da história do Maracanã 220 mil pessoas! Eliminatórias da Copa 70, outro dos melhores da galeria do Canal 100. João Saldanha era o técnico e a Seleção tinha total apoio do torcedor carioca, havia vencido todas partidas de goleada, e precisava vencer mais essa para classificar. Maracanã lotado, o Canal 100 filmou jogo e torcida com várias cameras inclusive de helicóptero por dentro do anel, imagens nunca exibidas pois iriam fazer parte do Longa que Carlos Niemeyer estava produzindo, “As Feras do João”, sobre a trajetória de João na seleção. Saldanha foi demitido antes da montagem acabar, mas isso é uma outra história… veja imagens do filme: A torcida chegando, Edu o ponta esquerda clássico, preferido de Saldanha, dribla paraguaio e cruza para Tostão, as feras em ação!

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Cenas do filme \”As Feras do João\”


Simonal x Pelé

Finalmente foi lançado o polêmico filme “Wilson Simonal, ninguém sabe o duro que dei”. O Canal 100 que filmou o rei da pilantragem no auge da carreira, é testemunha do sucesso estrondoso e de como ele comandava o público da época. Mais de 30 mil pessoas lotaram o Maracanazinho em várias ocasiões e sob o comando de Simonal cantavam os maiores sucessos da época.
Nossa musica vivia seus melhores anos, tropicalismo, bossa nova, iêiêiê, o melhor da MPB… mas nada se comparava ao sucesso de Wilson Simonal.
O filme é bem interessante mas não revela claramente as forças ocultas que insistiram em desmoralizar Simonal ligando sua imagem ao lado podre da ditadura, maldade imperdoável…

Veja aqui cena do filme: Simonal visita a concentração da seleção brasileira em 1969 e canta com a Seleção para as cameras do Canal 100.

O futebol que o Maracanã merece!

Dos almofadinhas no início, romântico, épico e sublime nos meados e decadente no final do século passado, o futebol vive a era da televisão e da máfia dos empresários, mas A-DO-RA-DO como sempre !  O melhor campeonato brasileiro dos últimos anos, promete fortes emoções… Corinthians de Ronaldo, Flamengo de Adriano, Flu de Fred, Inter de Nilmar, Cruzeiro de Cleber, etc. As maiores torcidas, os melhores jogadores e os maiores salários do mundo! Será o início de uma nova era do futebol brasileiro ?

Futebol é festa… é São João… é carnaval… é Brasil!!!

Veja o filme que o governo do estado  produziu com imagens do Canal 100 na campanha para fazer a final da Copa 2014 no Rio de Janeiro. “Que bonito é…”
Esse é o verdadeiro Maracanã !
Canal 100…  a magia de assistir nos cinemas, toda a semana, o Maraca daquela época. IM-PER-DÍ-VEL!