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Tim o estrategista
Algumas histórias de Tim
Tim é uma das figuras mais curiosas da história do futebol brasileiro.
Em 1947, por exemplo, ele exerceu a função de técnico e jogador, ao mesmo tempo, no Olaria. Depois, fez o mesmo por duas temporadas no Botafogo de Ribeirão Preto.
Chamado de 'peão' pela imprensa pela capacidade de organizar o jogo, Tim usou tal característica dos tempos de jogador para brilhar como treinador. Ao mostrar o posicionamento dos times numa mesa de botão, ele era mais facilmente compreendido pelos jogadores.
A prova do olho clínico: quando era técnico do Bangu, quase conseguiu contratar Pelé, que na época ainda jogava em Bauru. Mas a mãe do futuro rei vetou para que o filho não ficasse longe de casa e ele depois foi brilhar no Santos.
Uma das histórias mais curiosas aconteceu quando Tim comandava uma peneira para selecionar jogadores. Um deles, querendo chamar atenção do chefe, disse: 'Não bebo, não fumo e nem vou para a farra'. Tim respondeu esbanjando ironia: 'Pois aqui você vai aprender a fazer tudo isso'.
Como jogador, Tim defendeu Botafogo de Ribeirão Preto, Portuguesa Santista, Fluminense, São Paulo, Botafogo e Olaria, além da seleção brasileira. Foi campeão carioca pelo Fluminense em 1936, 1937, 1938, 1940 e 1941. Disputou a Copa de 1938.
Já como treinador passou por Olaria, Botafogo de Ribeirão Preto, Fluminense, Bangu, Vasco, Flamengo, Coritiba, Botafogo, San Lorenzo (ARG) e seleção peruana. Ganhou os cariocas de 1964 (Fluminense), 1966 (Bangu) e 1970 (Vasco). Disputou a Copa de 82 no comando da seleção peruana.
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