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Paulo Cesar Caju

Hoje em dia é comum jogador de futebol defender todos os grandes clubes de um mesmo estado. Antigamente não. Amor à camisa existia, acredite. E falava mais alto.Ainda assim, houve quem jogasse por todos os times e se tornasse ídolo de várias torcidas. Era raro, mas possível. Paulo César Caju é um bom exemplo.
Ainda chamado de Paulo César Lima, o jovem despontou ao marcar, em 20 de agosto de 1967, os três gols da vitória do Botafogo sobre o América, dando o título da Taça Guanabara ao Alvinegro naquele ano. Ídolo do clube da estrela solitária, PC foi bicampeão da Taça e do Campeonato Carioca – e ainda ganhou a Taça Brasil de 1968, reconhecida recentemente pela CBF como título brasileiro.
Paulo César foi tricampeão mundial pela Seleção de 70 como jogador do Botafogo. Mas em 1972 se transferiu para o Flamengo, faturando, na mesma temporada, seu terceiro Carioca. Logo após a Copa do Mundo da Alemanha, transferiu-se para o futebol francês, para encantar os torcedores e seduzir as mulheres.
Em 1975, resgatado pelo Fluminense, ganhou mais dois Campeonatos Cariocas – anote aí: já são cinco no currículo. Na fase final da carreira, vestiu a camisa do Vasco, mas não foi campeão.
No Brasil, Caju defendeu ainda Corinthians e Grêmio. Muitos de seus momentos mais marcantes foram acompanhados pelos repórteres cinematográficos do CANAL 100, que observou de perto toda a sua carreira.
Ainda hoje, Paulo César é parado e saudado nas ruas, principalmente do Rio de Janeiro, por inúmeros fãs. Precisa, porém, perguntar a cada um para qual time torce. Pois sua idolatria supera qualquer rivalidade clubística.
Créditos: Marcos Eduardo Neves.
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