Joel Santana, o velho “xerife” vascaíno

Depois que Joel Santana fez fama internacional com seu ingles “carregadíssimo” na malandragem carioca, a Bafana Bafana já não é mais a mesma na Copa das Confederações. A imprensa internacional só fala em Mr. Santana que levou a Africa do Sul às semi finais do torneio com seu famoso estilo “retranca”. Na semi final contra o Brasil ele deve dar trabalho, fazendo aquele joguinho de quem conhece melhor que ninguém, o time medíocre que tem sob comando. Aliás, Joel já é nosso conhecido há muito tempo, como bom e velho xerife da defesa vascaína na década de 70. Veja cenas do Vasco da Gama dos “xerifes” Moisés e Joel Santana contra a máquina tricolor de Rivelino, Pintinho, Manfrini, Paulo Cesar Caju e cia. em 1975 pelo campeonato Carioca… e dando entrevista com seu “indefectível” sotaque.

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Joel esculacha Arnaldo Cesar Coelho e leva amarelo

Brasil 4×1 Itália, a conquista definitiva da taça Jules Rimet

Amanhã dia 21 de Junho, o Brasil enfrenta a Itália pela Copa das Confederações, tudo armado para lembrar a final que ocorreu há exatos 39 anos no Estádio Asteca na cidade do México. Nessa Copa tinham três seleções que poderiam levar a taça para casa; Uruguai, Itália e Brasil. O Uruguai foi derrotado nas semi-finais. Brasil x Itália decidiam não só a Copa mas o tri-campeonato mundial e quem ganhasse levava a mais cobiçada taça da história do futebol, merecidamente quem levou, foi a melhor seleção de todos os tempos: Félix, Carlos Alberto, Piazza, Brito e Everaldo; Clodoaldo e Gerson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivelino. Da fase eliminatória até a final foram 12 jogos e 42 gols marcados, média de 3,5 gols por jogo. Hoje que esse negócio de estatística tá na moda é bom lembrar para refrescar a memória. Pelé abriu o marcador logo no início, a Itália empatou ainda no primeiro tempo em falha da defesa. No segundo tempo, Gerson fez 2×1, Jairzinho 3×1 e Carlos Alberto fechou o placar. O grande nome da partida foi Gerson, canhota de ouro, que com a visão de jogo que só o craque possui, deu passes inimagináveis no futebol atual, e fez um golaço de fora da área.

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Gerson marca gol e dá passe para Jairzinho fazer o dele

39 Anos do melhor futebol de todos os tempos(3)

O Brasil esperou vinte anos para ir a forra da final de 50. No dia 17 de junho de 1970, pelas semi finais da Copa do México, aproveitou a chance. O Uruguai que bateu a União Soviética nas quartas, abriu o marcador em mais uma falha de Félix, Clodoaldo empatou no final do 1º tempo abrindo caminho para mais uma vitória. No segundo tempo, Rivelino solta uma bomba e faz 2×1, e Jairzinho artilheiro da copa, fecha o placar. Mas quem deu show nesse jogo foi o Rei. Num passe de Tostão da intermediária ele dribla espetacularmente Mazurkiewsky, o melhor goleiro da copa, e a bola não entra por pouco. Em outra jogada de gênio, ele corre pela lateral com um uruguaio em seu encalço e desfere uma cutuvelada que ninguém vê só a câmera do Canal 100. O juiz deu falta a favor do Brasil.

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Pelé acerta uruguaio

39 anos do melhor futebol de todos os tempos (2)

A Copa de 70 também foi palco de outra grande seleção, a do Peru do técnico Didi, o inventor da Folha Seca. Essa foi a melhor apresentação do Peru em Copas do Mundo. Durante as eliminatórias despachou a Argentina e veio jogar amistoso no Maracanã, chegou a estar vencendo por 2×0, dois frangos de Félix, quando Gerson entrou para quebrar a perna do peruano e o pau comeu, o jogo acabou 3×2 para o Brasil. No México, na primeira fase da Copa estreou contra a Bulgária e venceu de virada, 3×2. No dia 14 de Junho de 1970, pelas quartas de finais enfrentou a melhor seleção da copa e perdeu, Brasil 4×2. Mas Didi, com seu estilo “Príncipe Etíope” mostrou todo o conhecimento de futebol, montou um time ofensivo que jogou de igual para igual contra a melhor seleção de todos os tempos.  Veja aqui a mais bela cena da partida, Jairzinho arranca, dá a Pelé que cruza para Tostão era o 3º gol do Brasil!

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Didi assistindo o jogo

39 Anos do melhor futebol de todos os tempos!

Dia 21 de Junho irá fazer 39 anos da conquista da mais cobiçada taça de todos os tempos, a Jules Rimet. O Brasil foi o primeiro país a vencer pela terceira vez uma Copa do Mundo, feito só igualado até hoje pela Itália 12 anos depois e pela Alemanha 20 anos depois, e por isso levou a taça para casa. Hoje todo mundo tenta mas só o Brasil é penta! Na Copa das Confederações vemos claramente o crescimento do futebol africano, a “Bafana Bafana” de Joel Santana, que vai dar um calor nos espanhóis e o Egito que deixou os “carcamanos” em situação muito delicada. A conclusão é que de 1970 para cá a grande novidade no futebol é a África que certamente faria a mais festejada e esperada final dessa copa com o Brasil. Os europeus são hoje em dia um futebol decadente técnicamente e apesar de toda ajuda da Fifa, se tirarmos os craques estrangeiros não sobra nada no futebol do velho mundo! O Canal 100 a partir de hoje faz uma homenagem ao primeiro tri-campeonato mundial da história conquistado em 1970… há 39 anos atrás. Hoje mostramos cenas do jogo mais difícil daquela copa, Brasil x Inglaterra. Jairzinho cruza, Pelé cabeceia e Banks defende…Tostão coloca em baixo das pernas de Bobby Moore (ingles que roubou joalheria na Colombia), cruza, Pelé toca e Jairzinho marca, Brasil 1×0 Inglaterra. Amanhã tem mais…

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Tostão dribla ladrão

Biro Biro Coca Cola

No dia 12 de Dezembro de 1981, São Paulo e Corinthians dicidiram o paulista. O Corinthians venceu, e foi o primeiro título do time conhecido como Democracia Corinthiana, formado por craques como Sócrates, Zé Maria, Vladimir, Zenon e Casagrande. Mas o destaque da partida foi Biro Biro, que fez 2 gols. O primeiro, tabelou com Sócrates, o segundo meteu por baixo das pernas do frangueiro Valdir Peres. Jogador limitado técnicamente, Biro Biro tinha muita raça e personalidade. Acabou casando com uma sobrinha do polêmico presidente do clube, Vicente Mateus. Biro Biro quem diria… acabou virando garoto propaganda da famosa marca de refrigerantes.

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Biro Biro coca cola

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Gols de BiroBiro na decisão

Dirceu

Essa é da galeria das “Feras do Canal 100″. O craque é Dirceu, mais conhecido como Dirceuzinho, que começou carreira no Côxa, e se transferiu em 72 para o Botafogo. Em 76 foi ser campeão na máquina tricolor de Francisco Horta e em 77 foi ser Bi-carioca só que no Vasco junto com Roberto Dinamite, Mazaropi, Orlando Lelé, Abel e cia. Jogou 3 copas 74, 78 e 82. Em 95 já em final de carreira como jogador no México, veio passar férias no Rio e sofreu um acidente de carro morrendo no hospital. Foi vítima de idiotas que faziam pega na Barra da Tijuca. Se estivesse vivo o nosso querido Dirceu estaria completando 57 anos hoje dia 15 de Junho.
Saudades do futebol e do carisma do craque Dirceu.

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Dirceu em atividade no Vasco, no Flu e na Copa de 74

Fla x Flu de 1969

Outro grande jogo da galeria dos melhores do Canal 100, Flamengo x Fluminense entraram em campo, num Domingo ensolarado do dia 15 de Junho de 1969, há 40 anos atrás, era a decisão do campeonato carioca. O time do técnico Tim (fumando charuto na foto) tinha Domingues, Murilo, Reyes, Onça e Paulo Henrique. Liminha e Zanata, Doval, Dionísio, Fio e Arilson. O Fluminense do técnico Telê Santana jogou com: Félix, Oliveira, Galhardo, Cláudio e Marco Antonio, Denilson e Samarone(carregado nos ombros da torcida); Wilton, Flávio, Suingue e Lula. Ao Fluminense bastava o empate, mas o técnico Telê mandou a campo time muito ofensivo,e logo abriu o marcador, Wilton aproveitando falha de Domingues fez 1×0. O Fla empatou com Liminha, golaço de fora da área. Em outra falha do goleiro do Fla, que acabou expulso, o Tricolor faz 2×1. O Flamengo cresceu com a desvantagem numérica, lançou-se todo a frente. Eram dez fanáticos dispostos a vencer ou perecer, Dionísio, o Bode atômico, empata de cabeça. Flávio “o ponta de lança mais esperado que um Moisés” faz 3×2. Fluminense Campeão! Veja a festa da torcida, o gol de Flávio e um trecho da crônica de Nelson Rodrigues sobre a partida.

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Veja aqui cenas do filme do Canal 100

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Ouça trecho da crônica de Nelson Rodrigues por Paulo Cesar Pereio

A despedida de Gylmar

Quinta feira, 12 de Junho de 1969, o goleiro bi-campeão do mundo Gylmar dos Santos Neves se despedia da seleção em amistoso contra a Inglaterra num Maracanã abarrotado de gente. Gylmar foi goleiro numa época diferente de hoje, em que os goleiros são as grandes estrelas; Julio Cesar, Bruno, Rogério Ceni, etc. Santos e Seleção eram times que o ataque não dava chance para goleiro virar celebridade. Na época dele os melhores eram: Yashin (Russia), Mazurkievsky (Uruguai), Banks (Inglaterra) enfim, goleiros que brilhavam contra o sempre poderoso ataque brasileiro. Gylmar foi titular absoluto nas duas copas 58 e 62, jogou 100 vezes pela seleção e na centésima fez sua despedida, entrou mudo e saiu calado…

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Crônica de Nelson Rodrigues sobre a partida: À SOMBRA DOS CRIOULÕES EM FLOR

“Se vocês querem conhecer um povo, examinem o seu comportamento na vitória e na derrota. Há poucos dias, o Brasil derrotou a Inglaterra no Estádio Mario Filho. Conviria comparar os dois comportamentos: o do Brasil vencedor e o da Inglaterra vencida…A Inglaterra é campeã do mundo e perdeu. Bastaram dois minutos do verdadeiro futebol brasileiro. Em 120 segundos, liquidamos o inimigo. Vejam vocês: - A Inglaterra fazia pose de melhor futebol do mundo. Os nossos jornais ou afirmavam ou, na pior das hipóteses, imaginavam que o futebol inglês era sim, o melhor do mundo. Por um funesto lapso, o brasileiro já nao se lembrava de que somos os bicampeões… Dirão vocês que, nas arquibancadas e gerais, o povo quis ajudar o escrete. O diabo é que o povo vaia sem querer, vaia automáticamente. Sim, o povo morreria de tédio e frustração se não pudesse vair qualquer coisa, inclusive o minuto de silêncio…Mas eu falo dos que, nas perpétuas, tribunas, cativas, torciam com o mais límpido, translúcido despudor, pelo inimigo. Falei com vários e os sujeitos estrebucharam de devoção: - Como jogam! como jogam!. Meu Deus é um futebolzinho bem aplicado e laborioso o dos ingleses, de uma disciplina tática feroz e uma base física medonha. SÓ…Terminou o primeiro tempo com o marcador de 1×0 para Inglaterra… A maioria dos locutores, principalmente os paulistas, continuava exigir a retirada de Tostão. E, no momento em que mais se exasperavam contra o maravilhoso jogador , Tostão é derrubado, deita-se na grama e faz o gol! Foi um assombro. Em pé, Tostão já é pequeno, pequeno e cabeçudo como um anão de Velazques. Imaginem agora deitado. Os ingleses ficaram indignados e explico: - um gol como o de Tostão desafia toda uma complexa e astuta experiência imperial! Um minuto depois, Tostão dá tres ou quatro cortes luminosíssimos e entrega a Jairzinho. Este põe lá dentro. Naquele momento ruía toda a pose inglesa. Era a vitória e pergunto: - como reagimos diante da vitória? Claro que o homem da arquibancada subiu pelas paredes como uma lagartixa profissional!. Mas pergunto: - e os outros? A imprensa, o que fez a imprensa? E o rádio? E a Tv? Deviam estar virando cambalhotas elásticas, acrobáticas. A Inglaterra pode não ter futebol, mas tem o título. É campeã do mundo. Portanto, vencemos o título. O grandes jornais não concederam ao feito brasileiro uma manchete de primeira página…Em São Paulo as Folhas acharam os ingleses “os melhores”. No Rio a mesma coisa. No subdesenvolvido, a imparcialidade não é uma posição crítica, mas uma sofisticação insuportável. Fingindo-se de justa, quase toda a crônica falada e escrita falsificou o jogo, isto é, descreveu um jogo que não houve.

Vejam agora o comportamento dos ingleses. Ninguém faz um impeério sem um implacável cinismo. E os nossos adversários portaram-se com um admirável descaro. A Inglaterra foi um Bonsucesso. Dirão que estou fazendo um exagero caricatural. Mas, se o Bonsucesso tivesse assassinado a pauladas Maria Stuart, se jogasse a sombra de lord Nelson, lady Hamilton e Dunquerque, e se morasse no palácio de Buckingham -  o Bonsucesso faria mais que os ingleses. Batidos em dois minutos, submetidos a um olé inédito e ignominioso, faltou aos nossos adversários a nobilíssima humildade da autocrítica. O técnico e os jogadores trataram a derrota como se vitória fosse; esvaziaram a humilhação de todo o dramatismo. Os brasileiros não são de nada. Tostão fez aquele gol espantoso. Deitado, enfiou a bola nas redes. Diante de tamanho feito os ingleses deviam admitir de vista baixa:- ” Aprendemos mais esta”. Nada disso e pelo contrário: acharam absurdo, indesculpável, que um jogador deitado fizesse um gol.

Com um cinismo de grande povo, o inglês inverte magicamente tudo em seu favor. Ao passo que o brasileiro, subdesenvolvido, inverte tudo em seu prejuízo…

Felizmente houve o “OLÉ! OLÉ! OLÉ!”. Saldanha mandava parar. Não queria que o inimigo crescesse na humilhação. Mas a loucura instalara-se no Estádio Mario Filho. Eram 80, 100 mil pessoas ébrias gritando olé. E súbito, da crudelíssima exibição, Gerson estica uma bola comprida para Pelé. O crioulão dispara e quase, quase entra com bola e tudo. Depois do jogo, a multidão saiu em plena embriaguez. Muitos dias já se passaram. E ainda sentimos a ressaca trinufal do olé.Gols de Brasil 2×1 Inglaterra

Caetano, samba, futebol e Canal 100

Em seu novo disco Caetano canta que “…Pelourinho x Rio é Lapa…” cita o Canal 100 e explica : Logo os primeiros versos dão todo o histórico de como é esse negócio para mim: “Samba Canal 100 no meio dos 60 / E nos 70 era o largo da ordem”. Quando eu era menino, não existia Canal 100. Tocava fox quando passava futebol, resquício de que era um esporte britânico. Não havia vinculação entre futebol e samba. Eu pensava que se colocassem samba no futebol, o Brasil iria se afirmar. Aí apareceu o Canal 100 com aquele samba “Que bonito é…”, uma coisa maravilhosa. Isso é de uma importância enorme, era o Brasil vindo…(Revista Tpm- Maio)

O samba que Caetano se refere é a música “Na cadência do samba” de autoria do pernambucano Luis Bandeira. Esse samba com as imagens de futebol é “copyright Canal 100″. Um não existe sem o outro. Samba e futebol a “marca Canal 100″. Uma Marca que encheu os olhos de várias gerações nos cinemas do país!

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